Como usar este guia prático
Este guia resume as melhores práticas de gestão de projetos de ciência de dados coletadas do Team Data Science Process, da Microsoft, e do Domino Data Science Life Cycle, da Domino Data Lab, combinando princípios do CRISP-DM com os frameworks ágeis Agile e Scrum. Use este checklist ao planejar seu próximo projeto de ciência de dados!
Princípios para uma gestão eficaz de projetos de ciência de dados
Como regra geral, projetos bem-sucedidos de ciência de dados costumam ter as seguintes características:
- Mensuráveis: o sucesso do projeto e seu impacto no negócio são quantificáveis?
- Confiáveis: qual a proporção de projetos que atingiram suas metas?
- Escaláveis: é possível aumentar o volume de projetos sem comprometer significativamente a confiabilidade?
Além disso, as equipes de dados devem seguir estes princípios ao gerenciar projetos de ciência de dados:
- Iterar: raramente um projeto vai em linha reta do início ao fim. Durante a execução, você aprende coisas que exigem revisões. Em alinhamento com Agile e Scrum, volte a etapas anteriores sempre que necessário.
- Reutilizar e reciclar: começar cada projeto do zero é demorado e ineficiente. Reutilizar componentes de projetos anteriores — seja código, features de modelos ou templates de documentos — evita reinventar a roda.
- Garantir reprodutibilidade: explicar e justificar seu trabalho muitas vezes é mais difícil do que fazê-lo. Sua metodologia e resultados podem ser auditados por um regulador ou cliente — e você mesmo pode precisar revisitar o trabalho depois. Adotar técnicas de pesquisa reprodutível economiza tempo e reduz riscos de erros não detectados.
Checklist de projetos de ciência de dados
Microsoft e Domino Data Lab propõem fases semelhantes para um projeto de ciência de dados. Abaixo, resumimos essas fases em um framework unificado:
definição de contexto e ideação
| O que fazer? |
Como fazer? |
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Identificar o problema de negócio a ser resolvido |
Isto deve deixar claro, de forma inequívoca, por que o projeto está sendo realizado. |
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Identificar as partes interessadas |
Funções podem incluir gerente de projetos, cientista de dados, gerente de contas, administrador de dados. |
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Revisar trabalhos anteriores |
Analise projetos existentes que trataram de temas semelhantes.
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Definir indicadores-chave de performance (KPIs ou métricas) para medir o sucesso |
As métricas devem seguir os critérios SMART.
Exemplo não SMART: "Aumentar a conversão do site" Exemplo SMART: "Otimizar o design e a experiência do usuário do site para aumentar a taxa de conversão em 10% até o fim do 2º trimestre" |
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Definir o escopo |
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Escrever um plano de projeto |
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Estimar o impacto do projeto |
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Estimar o esforço do projeto |
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Estimar os riscos do projeto |
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Decidir se o projeto deve seguir adiante |
Com base no impacto esperado em relação ao esforço e aos riscos, decida se deve
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Definir a responsabilidade de cada parte interessada |
Use o modelo RACI. Para cada tarefa, defina quem é
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Definir uma estratégia de comunicação |
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Identificar fontes de dados |
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Antecipar necessidades regulatórias |
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Definir o stack de tecnologia |
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Escrever o project charter |
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coleta e exploração de dados
| O que fazer? |
Como fazer? |
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Dar acesso a todos os datasets para os cientistas de dados |
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Ingerir os dados |
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Explorar os dados |
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Escrever um relatório de qualidade dos dados |
Para cada dataset
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Decidir se o projeto deve seguir adiante |
Com base no relatório de qualidade dos dados, decida se deve
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Criar um pipeline de dados |
Os dados normalmente precisam ser atualizados regularmente conforme o projeto avança. O pipeline de dados
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Documentar o pipeline de dados |
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modelagem e testes
Esta seção cobre projetos baseados em machine learning e experimentação, como testes A/B. Descarte as etapas que não fizerem sentido para o seu caso.
Modelagem
| O que fazer? |
Como fazer? |
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Gerar uma hipótese |
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Dividir os dados em conjuntos de treino e teste |
Faça isso antes de começar a engenharia de features para evitar vazamento de dados. |
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Fazer engenharia de features |
Crie features para o modelo usando técnicas como:
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Ajustar o modelo ou executar um experimento |
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Avaliar os resultados |
Use métricas como acurácia, precisão e recall para quantificar a performance do modelo. Se o desempenho ainda não for suficiente:
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Reportar os resultados |
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Testes
| O que fazer? |
Como fazer? |
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Criar uma suíte de testes |
Defina testes automáticos para verificar a performance do modelo ou experimento e identificar bugs introduzidos durante iterações. Inclua, por exemplo:
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Validar o impacto no negócio |
Com as métricas de performance do modelo, fica mais fácil quantificar o impacto esperado no negócio. Discuta esse impacto com os stakeholders de negócio. |
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Validar a abordagem técnica |
Verifique se o modelo final é tecnicamente adequado.
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Validar a capacidade de implantação |
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Preservar resultados nulos |
Tudo o que não for para produção deve ser registrado em um repositório de conhecimento para que projetos futuros não percam tempo tentando as mesmas abordagens. |
implantação e testes com usuários
Implantação
| O que fazer? |
Como fazer? |
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Desenvolver um pipeline de dados |
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Desenvolver um pipeline de modelos |
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Operacionalizar o modelo |
Disponibilize uma API do seu modelo para ser consumida por dashboards, sites ou outros softwares. |
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Definir um plano de monitoramento |
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Fazer rollout via teste A/B |
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Analisar e reportar os resultados do A/B |
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Fazer rollout para a maioria ou totalidade dos usuários |
Se o teste foi bem-sucedido, faça o rollout do recurso ou modelo para a maioria ou para todos os usuários.
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Testes com usuários
| O que fazer? |
Como fazer? |
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Escrever um relatório de encerramento |
Resuma o status do projeto e os aprendizados.
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Coletar feedback dos clientes |
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monitoramento
| O que fazer? |
Como fazer? |
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Desenvolver o pipeline de monitoramento |
Configure um pipeline para acompanhar automaticamente as métricas de performance e segurança definidas no plano de monitoramento. |
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Criar dashboards |
Crie dashboards para acompanhar a evolução dessas métricas ao longo do tempo. |
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Configurar alertas |
Configure alertas para notificar você por e-mail, Slack etc., quando as métricas saírem da faixa aceitável. |


Uma boa gestão de projetos aumenta a eficiência e a produtividade, além de reduzir o risco de fracasso. Infelizmente, projetos de ciência de dados podem ser especialmente complexos, pois envolvem diversas áreas e precisam equilibrar objetivos de negócio e técnicos.
Frameworks de gestão de projetos ajudam você a planejar, alocar recursos e executar tarefas para atingir metas no prazo e dentro do orçamento.
Este infográfico reúne os principais pontos de dois frameworks líderes em gestão de projetos de ciência de dados — o Team Data Science Process, da Microsoft, e o Domino Data Science Life Cycle, da Domino Data Lab — em um checklist prático para você usar nos seus projetos.