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As 34 principais perguntas e respostas para entrevistas com engenheiros de nuvem em 2026

Um guia completo com perguntas para entrevistas sobre computação em nuvem, cobrindo tópicos básicos, intermediários e avançados — além de situações baseadas em cenários!
Atualizado 7 de jan. de 2026  · 15 min lido

Se você está se preparando para uma entrevista de engenharia em nuvem, você veio ao lugar certo. Este artigo aborda algumas das perguntas mais frequentes para ajudá-lo a praticar e ganhar confiança. Se você quer trabalhar com engenharia de nuvem, DevOps ou MLOps, essas perguntas vão testar o quanto você entende de conceitos, arquitetura e melhores práticas de nuvem.

Para tornar este guia ainda mais prático, incluí exemplos de serviços dos maiores provedores de nuvem — AWS, Azure e GCP — para que você possa ver como diferentes plataformas abordam as soluções em nuvem. Vamos lá!

Perguntas básicas para entrevistas com engenheiros de nuvem

Essas perguntas básicas testam o seu entendimento sobre os conceitos, serviços e modelos de implantação da nuvem. Sua entrevista geralmente começa com algumas perguntas parecidas. 

1. Quais são os diferentes tipos de modelos de computação em nuvem?

Os três principais modelos de nuvem são:

  • Infraestrutura como serviço (IaaS): Fornece recursos de computação virtualizados pela Internet (por exemplo, Amazon EC2, Google Compute Engine).
  • Plataforma como Serviço (PaaS): Oferece um ambiente de desenvolvimento com ferramentas, estruturas e infraestrutura para criar aplicativos (por exemplo, AWS Elastic Beanstalk, Google App Engine).
  • Software como Serviço (SaaS): Fornece aplicativos de software pela internet por assinatura (por exemplo, Google Workspace, Microsoft 365).

2. Quais são as vantagens de usar a nuvem?

Esses são alguns dos principais benefícios da nuvem:

  • Custo reduzido: Não precisa de hardware no local, o que reduz os custos de infraestrutura.
  • Escalabilidade: Aumente ou diminua facilmente os recursos de acordo com a demanda.
  • Confiabilidade: Os provedores de nuvem oferecem alta disponibilidade com vários centros de dados.
  • Segurança: Medidas de segurança avançadas, criptografia e certificações de conformidade.
  • Acessibilidade: Acesse recursos de qualquer lugar com uma conexão à Internet.

3. Quais são os diferentes tipos de modelos de implantação em nuvem?

Existem quatro modelos principais:

  • Nuvem pública: Os serviços são compartilhados entre várias organizações e gerenciados por fornecedores terceirizados (por exemplo, AWS, Azure, GCP).
  • Nuvem privada: Exclusivo para uma única organização, oferecendo maior controle e segurança.
  • Nuvem híbrida: Uma mistura de nuvens públicas e privadas, que permite que dados e aplicativos sejam compartilhados entre elas.
  • Multinuvem: Usa vários provedores de nuvem pra evitar ficar preso a um único fornecedor e melhorar a resiliência.

Modelos de implantação em nuvem

Modelos de implantação em nuvem. Imagem do autor.

4. O que é virtualização e como ela se relaciona com a nuvem?

Virtualização é o processo de criar instâncias virtuais de recursos de computação, como servidores, armazenamento e redes, em uma única máquina física. Permite a computação em nuvem, possibilitando uma alocação eficiente de recursos, multilocação e escalabilidade. 

Tecnologias como Hyper-V, VMware e KVM são comumente usadas para virtualização em ambientes de nuvem.

5. O que são regiões de nuvem e zonas de disponibilidade?

Uma região de nuvem é uma área geograficamente distinta onde os provedores de nuvem hospedam vários centros de dados. Uma zona de disponibilidade (AZ) é um centro de dados fisicamente separado dentro de uma região, projetado para oferecer redundância e alta disponibilidade.

Por exemplo, a AWS tem várias regiões no mundo todo, cada uma com duas ou mais AZs para recuperação de desastres e tolerância a falhas.

6. Qual é a diferença entre elasticidade e escalabilidade na nuvem?

Aqui estão as diferenças entre esses dois conceitos:

  • Escalabilidade: A capacidade de aumentar ou diminuir recursos manualmente ou automaticamente para acomodar o crescimento. Pode ser vertical (aumentando ou diminuindo a escala ao adicionar mais potência às instâncias existentes) ou horizontal (aumentando ou diminuindo a escala ao adicionar ou remover instâncias).
  • Elasticidade: A capacidade de alocar e desalocar recursos automaticamente em resposta a mudanças na demanda em tempo real. A elasticidade é uma característica importante da computação sem servidor e dos serviços de autoescalonamento.

Diferença entre escalabilidade e elasticidade

Diferença entre escalabilidade e elasticidade. Imagem do autor.

7. Quais são os principais provedores de serviços em nuvem e como eles se comparam?

A tabela a seguir lista os principais provedores de nuvem, seus pontos fortes e casos de uso:

Provedor de nuvem

Pontos fortes

Casos de uso

Amazon Web Services (AWS)

O maior provedor de nuvem com uma ampla gama de serviços.

Nuvem de uso geral, sem servidor, DevOps.

Microsoft Azure

Forte em soluções empresariais e de nuvem híbrida.

Aplicativos empresariais, nuvem híbrida, integração com o ecossistema Microsoft.

Plataforma Google Nuvem (GCP)

Especialista em big data, IA/ML e Kubernetes.

machine learning, análise de dados, orquestração de contêineres.

IBM nuvem

Foca em IA e soluções de nuvem empresarial.

Aplicativos baseados em IA, transformação da nuvem empresarial.

Oracle Nuvem

Ótimo em bancos de dados e aplicativos empresariais.

Gerenciamento de banco de dados, aplicativos ERP, cargas de trabalho corporativas.

8. O que é computação sem servidor e como funciona?

A computação sem servidor é um modelo de execução em nuvem em que o provedor de nuvem gerencia a infraestrutura automaticamente, permitindo que os desenvolvedores se concentrem em escrever código. Os usuários só pagam pelo tempo real de execução, em vez de provisionar recursos fixos. Exemplos incluem:

  • AWS Lambda
  • Funções do Azure
  • Funções do Google Nuvem

9. O que é armazenamento de objetos na nuvem?

O armazenamento de objetos é uma arquitetura de armazenamento de dados em que os arquivos são guardados como objetos separados dentro de um namespace plano, em vez de sistemas de arquivos hierárquicos. É super escalável e é usado pra dados não estruturados, backups e armazenamento de multimídia. Exemplos incluem:

  • Amazon S3 (AWS)
  • Armazenamento de blobs do Azure (Azure)
  • Armazenamento em nuvem do Google (GCP)

10. O que é uma rede de entrega de conteúdo (CDN) na computação em nuvem?

Uma CDN é uma rede de servidores distribuídos que armazenam em cache e entregam conteúdo (por exemplo, imagens, vídeos, páginas da web) aos usuários com base na sua localização geográfica. Isso reduz a latência, melhora o desempenho do site e aumenta a disponibilidade. Os CDNs mais populares são:

  • Amazon CloudFront
  • Azure CDN
  • Cloudflare

Perguntas para entrevista de engenheiro de nuvem intermediário

Essas perguntas vão mais a fundo em redes em nuvem, segurança, automação e otimização de desempenho, testando sua capacidade de projetar, gerenciar e solucionar problemas em ambientes de nuvem de forma eficaz.

11. O que é uma nuvem privada virtual (VPC) e por que ela é importante?

Uma nuvem privada virtual (VPC) é uma parte isolada de uma nuvem pública que deixa os usuários usar recursos em um ambiente de rede privada. Ele oferece mais controle sobre as configurações de rede, políticas de segurança e gerenciamento de acesso. 

Em uma VPC, os usuários podem definir intervalos de endereços IP usando blocos CIDR. Sub-redes podem ser criadas para separar recursos públicos e privados, e grupos de segurança e ACLs de rede ajudam a aplicar políticas de acesso à rede.

12. Como funciona um balanceador de carga na nuvem?

Os balanceadores de carga distribuem o tráfego de rede recebido por vários servidores para garantir alta disponibilidade, tolerância a falhas e melhor desempenho. 

Existem diferentes tipos de balanceadores de carga:

  • Balancers de carga de aplicativos (ALB): Funciona na Camada 7 (HTTP/HTTPS), direcionando o tráfego com base em regras de conteúdo.
  • Balancers de carga de rede (NLB): Trabalha na Camada 4 (TCP/UDP), oferecendo roteamento com latência super baixa.
  • Balancers de carga clássicos (CLB): Opção antiga para equilibrar entre as camadas 4 e 7.

13. O que é IAM (gestão de identidade e acesso) e como é usado?

O IAM é uma estrutura que controla quem pode acessar os recursos da nuvem e quais ações podem ser realizadas. Ajuda a reforçar o princípio do privilégio mínimo e protege os ambientes em nuvem. 

No IAM, usuários e funções definem identidades com permissões específicas, políticas concedem ou negam acesso usando regras baseadas em JSON e a autenticação multifatorial (MFA) adiciona uma camada extra de segurança para operações críticas.

14. O que são grupos de segurança e ACLs de rede, e como eles diferem?

Grupos de segurança e ACLs (listas de controle de acesso) de rede controlam o tráfego de entrada e saída para recursos na nuvem, mas funcionam em níveis diferentes.

  • Grupos de segurança: Atuam como firewalls, permitindo ou bloqueando o tráfego com base em regras. Elas são stateful, ou seja, as mudanças nas regras de entrada aparecem automaticamente nas regras de saída.
  • ACLs de rede: Controlam o tráfego no nível da sub-rede e não têm estado. Eles exigem regras explícitas de entrada e saída para tráfego bidirecional.

Comparando grupos de segurança e ACLs de rede

Comparando grupos de segurança e ACLs de rede. Imagem do autor.

15. O que é um host bastion e por que ele é usado?

Um host bastion é um servidor de salto seguro para acessar recursos em nuvem em uma rede privada. Em vez de deixar todos os servidores expostos à internet, ele funciona como um gateway para conexões remotas. 

Para aumentar a segurança, ele deve ter regras de firewall rigorosas, permitindo acesso SSH ou RDP apenas a partir de IPs confiáveis. A autenticação multifatorial (MFA) e a autenticação baseada em chave devem ser usadas para garantir um acesso seguro, e o registro e monitoramento devem ser ativados para rastrear tentativas de login não autorizadas.

16. Como funciona o autoescalonamento na nuvem?

O Autoscaling permite que os ambientes em nuvem ajustem dinamicamente os recursos com base na demanda, garantindo eficiência de custos e desempenho. Funciona de duas maneiras:

  • Escalonamento horizontal (escalonamento para fora/para dentro): Adiciona ou remove instâncias com base na carga.
  • Escalonamento vertical (aumento/redução): Ajusta os recursos (CPU, memória) de uma instância já existente.

Os provedores de nuvem oferecem grupos de autoescala, que funcionam com balanceadores de carga para distribuir o tráfego de forma eficaz.

17. Como garantir a otimização dos custos da nuvem?

Para gerenciar os custos da nuvem de forma eficaz, é preciso monitorar o uso e escolher os modelos de preços certos. As estratégias de otimização de custos incluem:

  • Usando instâncias reservadas para cargas de trabalho de longo prazo para conseguir descontos.
  • Aproveitando instâncias spot para cargas de trabalho de curta duração.
  • Configurando alertas de orçamento e ferramentas de monitoramento de custos, como o AWS Cost Explorer ou o Azure Cost Management.
  • Dimensionamento correto das instâncias através da análise do uso da CPU, da memória e da rede.

Quer dominar a segurança da AWS e otimizar os custos da nuvem? Dá uma olhada no curso AWS Security and Cost Management para aprender as melhores práticas essenciais.

Otimização dos custos da nuvem: quatro pilares

Otimização dos custos da nuvem: quatro pilares. Imagem do autor.

18. Quais são as diferenças entre o Terraform e o CloudFormation?

O Terraform e o AWS CloudFormation são ferramentas de infraestrutura como código (IaC), mas têm algumas diferenças:

Recurso

Terraform

AWS CloudFormation

Suporte na nuvem

Não depende de nuvem, dá suporte para AWS, Azure, GCP e outros.

Específico para AWS, feito só para recursos da AWS.

Linguagem de configuração

Usa a linguagem de configuração HashiCorp (HCL).

Usa modelos JSON/YAML.

Gestão estatal

Mantém um arquivo de estado para acompanhar as mudanças na infraestrutura.

Usa pilhas para gerenciar e programar as implantações.

19. Como você monitora o desempenho da nuvem e resolve os problemas?

As ferramentas de monitoramento ajudam a detectar gargalos de desempenho, ameaças à segurança e uso excessivo de recursos. As soluções comuns de monitoramento incluem:

  • AWS CloudWatch: Monitora métricas, registros e alarmes.
  • Azure Monitor: Dá uma visão geral sobre aplicativos e infraestrutura.
  • Operações da Nuvem do Google (antes chamado Stackdriver): Oferece registro e monitoramento em tempo real.

20. Como a conteinerização melhora as implantações em nuvem?

Os contêineres empacotam aplicativos com dependências, tornando-os leves, portáteis e escaláveis. Comparado com máquinas virtuais, os contêineres usam menos recursos, já que vários contêineres podem rodar em um único sistema operacional.

O Docker e o Kubernetes permitem uma implantação e reversão mais rápidas. Além disso, eles são fáceis de escalar com ferramentas de orquestração como Kubernetes e Amazon ECS/EKS.

Quer aprimorar suas habilidades em conteinerização? A trilha de Containerização e Virtualização abrangeDocker, Kubernetes e muito mais para ajudá-lo a criar aplicativos em nuvem escaláveis.

21. O que é uma malha de serviços e por que ela é usada em aplicativos em nuvem?

Uma malha de serviços é uma camada de infraestrutura que gerencia a comunicação entre serviços em aplicativos em nuvem baseados em microsserviços. Ele oferece:

  • Gerenciamento de tráfego: Permite o roteamento inteligente e o balanceamento de carga.
  • Segurança: Implementa criptografia TLS mútua para comunicação segura.
  • Observabilidade: Programa os fluxos de solicitações e registros para depuração.

Algumas soluções populares de malha de serviços são o Istio, o Linkerd e o AWS App Mesh.

22. O que é uma estratégia em nuvens e quando uma empresa deve usá-la?

Uma estratégia multicloud envolve usar vários provedores de nuvem (AWS, Azure, GCP) para evitar a dependência de um único fornecedor e melhorar a resiliência. 

As empresas escolhem essa abordagem quando precisam de redundância geográfica para recuperação de desastres, querem aproveitar serviços exclusivos de diferentes provedores (por exemplo, AWS para computação, GCP para IA) ou precisam estar em conformidade com regulamentações regionais que restringem as opções de provedores de nuvem.

Prós e contras da estratégia de nuvem múltipla

Prós e contras da estratégia de nuvem múltipla. Imagem do autor.

Perguntas para entrevista de engenheiro de nuvem avançado

Essas perguntas testam sua capacidade de projetar soluções escaláveis, gerenciar infraestruturas complexas em nuvem e lidar com cenários críticos.

23. Como você cria uma arquitetura de nuvem multirregional e altamente disponível?

Uma arquitetura multirregional garante um tempo de inatividade mínimo e continuidade dos negócios, distribuindo recursos por várias localizações geográficas. 

Ao projetar essa arquitetura, vários fatores devem ser considerados. Aqui estão alguns deles:

  • Replicação de dados: Use bancos de dados globais (por exemplo, Amazon DynamoDB Global Tables, Azure Cosmos DB) para sincronizar dados entre regiões, mantendo leituras e gravações com baixa latência.
  • Distribuição do tráfego: Implemente balanceadores de carga globais (por exemplo, AWS Global Accelerator, Azure Traffic Manager) para direcionar os usuários para a região mais próxima em boas condições.
  • Estratégia de failover: Implemente modelos de failover ativo-ativo (ambas as regiões lidando com o tráfego) ou ativo-passivo (uma região em espera) com o failover DNS do Route 53.
  • Aplicativos com estado vs. sem estado: Para permitir uma troca de região sem problemas, certifique-se de que os dados da sessão sejam armazenados centralmente (por exemplo, ElastiCache, Redis ou um banco de dados compartilhado) em vez de em instâncias individuais.
  • Considerações sobre conformidade e latência: Analise as leis de soberania de dados (por exemplo, GDPR, HIPAA) e otimize a proximidade do usuário para diminuir a latência.

Exemplo de arquitetura de aplicativo web multirregional altamente disponível

Exemplo de arquitetura de aplicativo web multirregional altamente disponível. Fonte da imagem: Microsoft Aprender

24. Como você lida com a segurança em um aplicativo nativo da nuvem com um modelo de confiança zero?

O modelo zero trust parte do princípio de que nenhuma entidade, seja dentro ou fora da rede, deve ser considerada confiável por padrão.

Para implementar a confiança zero em ambientes de nuvem:

  • Verificação de identidade: Use autenticação forte com autenticação multifatorial (MFA) e provedores de identidade federados (por exemplo, Okta, AWS IAM Identity Center).
  • Acesso com privilégios mínimos: Use o controle de acesso baseado em função (RBAC) ou o controle de acesso baseado em atributo (ABAC) para dar permissões com base nas funções do trabalho e no contexto em tempo real.
  • Microssegmentação: Use firewalls, políticas de rede e malhas de serviço (por exemplo, Istio, Linkerd) para isolar cargas de trabalho e aplicar regras de comunicação rigorosas.
  • Monitoramento e auditoria contínuos: Implemente soluções de gerenciamento de informações e eventos de segurança (SIEM) (por exemplo, AWS GuardDuty, Azure Sentinel) para detectar e responder a anomalias.
  • Criptografia de ponta a ponta: Garanta a criptografia TLS para todas as comunicações e use chaves gerenciadas pelo cliente (CMK) para criptografar os dados quando eles estiverem parados.

25. Como implementar uma estratégia eficaz de governança de custos na nuvem?

Uma estratégia de sucesso começa com alocação e marcação de custos, em que as organizações aplicam uma marcação estruturada (por exemplo, departamento, projeto, proprietário) para acompanhar os gastos entre as equipes e melhorar a visibilidade financeira.

Alertasautomáticos de orçamento devem ser configurados usando ferramentas como AWS Budgets, Azure Cost Management ou GCP Billing Alerts para evitar despesas inesperadas. Essas soluções oferecem monitoramento em tempo real e avisos quando o uso chega perto dos limites que você definiu.

Outro ponto é o dimensionamento correto e as instâncias reservadas. Ao analisar continuamente as métricas de utilização de instâncias, como CPU e memória, as equipes podem determinar se as cargas de trabalho devem ser ajustadas ou migradas para instâncias reservadas ou instâncias spot, que oferecem economias significativas de custos.

Implementar as melhores práticas de FinOps melhora ainda mais a eficiência de custos. Ferramentas automáticas de detecção de anomalias de custo, como o Kubecost (para ambientes Kubernetes) e o AWS Compute Optimizer, ajudam a identificar proativamente recursos subutilizados e otimizá-los.

Por fim, as políticas de desligamento automático são super importantes pra reduzir o desperdício. Funções sem servidor, como AWS Lambda ou Azure Functions, podem desligar automaticamente recursos subutilizados fora do horário comercial, evitando despesas desnecessárias.

Pilares da implementação da estratégia de governança de custos da nuvem

Pilares da implementação da estratégia de governança de custos da nuvem. Imagem do autor.

26. Como você otimiza o desempenho do armazenamento de dados em um data lake baseado em nuvem?

Um data lake precisa de um jeito eficiente de guardar, pegar e processar dados na casa dos petabytes. Algumas estratégias de otimização incluem:

  • Hierarquia de armazenamento: Use o Amazon S3 Intelligent-Tiering e o Azure Blob Storage Tiers para mover dados que você não usa muito para classes de armazenamento mais econômicas.
  • Particionamento e indexação: Implemente o particionamento no estilo Hive para acelerar as consultas e aproveite o AWS Glue Data Catalog e as partições do Google BigQuery para melhorar a indexação.
  • Compressão e escolha do formato do arquivo: Use Parquet ou ORC em vez de CSV/JSON para um armazenamento eficiente e um processamento analítico mais rápido.
  • Otimização de consultas em data lakes: Use mecanismos de consulta sem servidor, como, Amazon Athena, Google BigQuery ou Presto, para acessar dados mais rápido sem precisar providenciar infraestrutura.

27. Quais são as considerações para projetar um pipeline de CI/CD nativo da nuvem?

Um dos pontos básicosde um pipeline de CI/CD é o controle de versão do código e o gerenciamento do repositório, que ajuda a colaborar de forma eficiente e acompanhar as mudanças. Ferramentas como GitHub Actions, AWS CodeCommit ou Azure Repos ajudam a gerenciar o código-fonte, aplicar estratégias de ramificação e otimizar os fluxos de trabalho de pull requests.

A automaçãode compilação e o gerenciamento de artefatos são super importantes pra manter a consistência e a confiabilidade nas compilações de software. Usando compilações baseadas em Docker, JFrog Artifactory ou AWS CodeArtifact, as equipes podem criar compilações reproduzíveis, armazenar artefatos com segurança e garantir o controle de versão em todos os ambientes de desenvolvimento.

A segurança é outra coisa importante pra se pensar. Integrar ferramentas de SAST (teste de segurança estática de aplicativos), como SonarQube ou Snyk,, ajuda a detectar vulnerabilidades no código logo de cara. Além disso, fazer valer as imagens de contêiner assinadas garante que só artefatos verificados e confiáveis sejam implantados.

Uma estratégiarobusta de implantação em várias etapas ajuda a minimizar os riscos associados aos lançamentos de software. Abordagens como implantações canary, azul-esverdeadas ou contínuas permitem lançamentos graduais, reduzindo o tempo de inatividade e permitindo o monitoramento do desempenho em tempo real. Usando sinalizadores de recurso, as equipes podem controlar quais usuários experimentam novos recursos antes de um lançamento completo.

Por fim, a integração da Infraestrutura como Código (IaC) é essencial para automatizar e padronizar ambientes em nuvem. Usando o Terraform, o AWS CloudFormation ou o Pulumi, as equipes podem definir a infraestrutura em código, manter a consistência entre as implantações e permitir o provisionamento de recursos na nuvem.

Implementando um pipeline de CI/CD nativo da nuvem

Implementando um pipeline de CI/CD nativo da nuvem. Imagem do autor.

28. Como você implementa a recuperação de desastres (DR) para um aplicativo em nuvem essencial para os negócios?

A recuperação de desastres (DR) é essencial para garantir a continuidade dos negócios em caso de interrupções, ataques ou falhas de hardware. Um plano de DR robusto inclui o seguinte:

  • Objetivo de ponto de recuperação (RPO) e objetivo de tempo de recuperação (RTO): Defina a perda de dados aceitável (RPO) e a duração do tempo de inatividade (RTO).
  • Backup e replicação: Use a replicação entre regiões, o AWS Backup ou o Azure Site Recovery para manter backups atualizados.
  • Estratégias de failover: Implemente arquiteturas ativo-ativo (hot standby) ou ativo-passivo (warm/cold standby).
  • Testes e automação: Teste regularmente os planos de DR com ferramentas de engenharia de caos, como o AWS Fault Injection Simulator ou o Gremlin.

29. Quais são os desafios de gerenciar o Kubernetes em grande escala em um ambiente de nuvem?

Gerenciar clusters Kubernetes (K8s) de grande escala traz desafios operacionais e de desempenho. As principais áreas a serem abordadas incluem:

  • Autoescala de cluster: Use o Cluster Autoscaler ou o Karpenter para ajustar dinamicamente a contagem de nós com base nas demandas da carga de trabalho.
  • Otimização da carga de trabalho: Implemente o autoscaler horizontal de pods (HPA) e o autoscaler vertical de pods (VPA) para uma alocação eficiente de recursos.
  • Rede e malha de serviços: Use o Istio ou o Linkerd para cuidar da comunicação e segurança entre serviços.
  • Observabilidade e resolução de problemas: Implante o Prometheus, o Grafana e o Fluentd para monitorar logs, métricas e rastreamentos.
  • Reforço da segurança: Use políticas de segurança de pod (PSP), controle de acesso baseado em função (RBAC) e verificação de imagens de contêiner para diminuir as vulnerabilidades.

Perguntas para entrevista de engenheiro de nuvem baseadas em cenários

As perguntas baseadas em cenários avaliam sua capacidade de analisar desafios reais da nuvem, resolver problemas e tomar decisões arquitetônicas sob diferentes restrições. 

Suas respostas devem mostrar experiência prática, tomada de decisões e compromissos ao resolver problemas relacionados à nuvem. Como não tem respostas certas ou erradas, coloquei alguns exemplos pra ajudar a orientar seu raciocínio.

30. Sua empresa está enfrentando alta latência em um aplicativo web hospedado na nuvem. Como você diagnosticaria e resolveria o problema?

Exemplo de resposta:

A alta latência em um aplicativo na nuvem pode ser causada por vários fatores, incluindo congestionamento da rede, consultas ineficientes ao banco de dados, posicionamento inadequado das instâncias ou configurações incorretas do balanceamento de carga.

Para diagnosticar o problema, eu começaria isolando o gargalo usando ferramentas de monitoramento em nuvem. O primeiro passo seria analisar os tempos de resposta do aplicativo e a latência da rede, verificando os registros, os tempos de solicitação-resposta e os códigos de status HTTP. Se o problema for relacionado à rede, eu usaria um teste de traceroute ou ping para verificar se há aumento no tempo de ida e volta entre os usuários e o aplicativo. Se tiver algum problema, ativar uma CDN pode ajudar a armazenar conteúdo estático mais perto dos usuários e reduzir a latência.

Se as consultas ao banco de dados estão causando atrasos, eu analisaria as consultas lentase as otimizaria por meio de um, adicionando indexação adequada ou desnormalizando tabelas. Além disso, se o aplicativo estiver com muito tráfego, ativar o dimensionamento horizontal com grupos de dimensionamento automático ou réplicas de leitura pode diminuir a carga no banco de dados principal.

Se os problemas de latência continuarem, eu daria uma olhada nos recursos de computação do aplicativo, garantindo que ele esteja rodando na zona de disponibilidade certa, mais perto dos usuários finais. Se precisar, eu mudaria as cargas de trabalho para uma configuração em várias regiões ou usaria soluções de computação de ponta para processar as solicitações mais perto da fonte.

31. Sua empresa está pensando em migrar um aplicativo local antigo para a nuvem. Que fatores você levaria em conta e que estratégia de migração usaria?

Exemplo de resposta:

O primeiro passo é fazer uma avaliação da preparação para a nuvem, vendo se o aplicativo pode ser migrado como está ou se precisa de ajustes. Uma abordagem é usar os “6 R's da migração para a nuvem”:

  • Rehospedagem (lift-and-shift)
  • Reestruturação da plataforma
  • Recompra
  • Refactoring
  • Aposentando-se
  • Retenção

Uma abordagem lift-and-shift seria ideal se o objetivo for uma migração rápida com o mínimo de alterações. Se a otimização do desempenho e a eficiência de custos são prioridades, eu consideraria mudar a plataforma, transferindo o aplicativo para contêineres ou computação sem servidor, permitindo uma melhor escalabilidade. Para aplicações com arquiteturas monolíticas, pode ser necessário refatorar em microsserviços para melhorar o desempenho e a manutenção.

Eu também me concentraria na migração de dados, garantindo que os bancos de dados fossem replicados para a nuvem com o mínimo de tempo de inatividade.

Segurança e conformidade seriam outra grande preocupação. Antes da implantação, eu garantiria que o aplicativo atendesse aos requisitos regulatórios (por exemplo, HIPAA, GDPR) implementando criptografia, políticas de IAM e isolamento de VPC. 

Por fim, eu faria testes e validação em um ambiente de teste antes de mudar o tráfego de produção.

32. Você precisa garantir alta disponibilidade para um aplicativo de microsserviços essencial para os negócios em execução no Kubernetes. Como você projetaria a arquitetura?

Exemplo de resposta:

No nível da infraestrutura, eu implantaria o cluster Kubernetes em várias zonas de disponibilidade (AZs). Isso garante que o tráfego possa ser direcionado para outra zona se uma AZ ficar fora do ar. Eu usaria o Kubernetes Federation para gerenciar implantações em vários clusters para configurações locais ou híbridas.

Dentro do cluster, eu implementaria resiliência no nível do pod configurando ReplicaSets e autoscalers horizontais de pod (HPA) para dimensionar as cargas de trabalho dinamicamente com base na utilização da CPU/memória. Além disso, os orçamentos de interrupção de pods (PDBs) garantiriam que um número mínimo de pods permanecesse disponível durante atualizações ou manutenção.

Para a rede, eu usaria uma malha de serviços para gerenciar a comunicação entre serviços, aplicando políticas de novas tentativas, interrupção de circuitos e modelagem de tráfego. Um balanceador de carga global distribuiria o tráfego externo de forma eficiente por várias regiões.

O armazenamento persistente é outro ponto importante. Se os microsserviços precisarem de persistência de dados, eu usaria soluções de armazenamento nativas de contêineres. Eu configuraria backups entre regiões e políticas de instantâneos automatizados para evitar a perda de dados.

Por fim, o monitoramento e o registro são essenciais para manter a alta disponibilidade. Eu integraria o Prometheus e o Grafana para monitorar o desempenho em tempo real e usaria o ELK stack ou o AWS CloudWatch Logs para acompanhar a saúde das aplicações e detectar falhas de forma proativa.

Exemplo de uma arquitetura de microsserviços usando o Serviço Azure Kubernetes (AKS)

Exemplo de uma arquitetura de microsserviços usando o Serviço Azure Kubernetes (AKS). Fonte da imagem: Microsoft Aprender

33. Uma violação de segurança foi detectada no seu ambiente de nuvem. Como você investigaria e minimizaria o impacto?

Exemplo de resposta:

Ao detectar uma violação de segurança, minha resposta imediata seria conter o incidente, identificar o vetor de ataque e impedir novas explorações. Primeiro, eu isolaria os sistemas afetados para limitar os danos, revogando as credenciais IAM comprometidas, restringindo o acesso aos recursos afetados e aplicando regras de grupo de segurança.

O próximo passo seria a análise e investigação dos registros. Os registros de auditoria mostram atividades suspeitas, como tentativas de acesso não autorizado, aumento de privilégios ou chamadas inesperadas à API. Se um invasor explorasse uma política de segurança mal configurada, eu identificaria e corrigiria a vulnerabilidade.

Para diminuir o impacto, eu trocaria as credenciais, cancelaria as chaves API comprometidas e aplicaria a autenticação multifatorial (MFA) para todas as contas privilegiadas. Se a violação envolver a exfiltração de dados, eu analisaria os registros para rastrear o movimento dos dados e avisaria as autoridades relevantes se a conformidade regulatória fosse afetada.

Assim que a contenção for confirmada, eu faria uma revisão pós-incidente para reforçar as políticas de segurança.

34. Sua empresa quer implementar uma estratégia de nuvem mista. Como você projetaria e gerenciaria essa arquitetura?

Exemplo de resposta:

Pra criar uma arquitetura multicloud, eu começaria com uma estrutura comum de gerenciamento de identidade e acesso (IAM), tipo Okta, AWS IAM Federation ou Azure AD, pra garantir a autenticação entre as nuvens. Isso impediria o controle de acesso isolado e reduziria a proliferação de identidades.

O networking é um grande desafio em ambientes com várias nuvens. Eu usaria serviços de interconexão como AWS Transit Gateway, Azure Virtual WAN ou Google Cloud Interconnect para facilitar a comunicação segura entre nuvens. Além disso, eu implementaria uma malha de serviços para padronizar o gerenciamento de tráfego e as políticas de segurança.

A consistência dos dados entre as nuvens é outro fator importante. Eu garantiria a replicação entre nuvens usando bancos de dados globais como Spanner, Cosmos DB ou AWS Aurora Global Database. Se os aplicativos sensíveis à latência precisarem de localidade de dados, eu usaria soluções de computação de ponta para reduzir a transferência de dados entre nuvens.

Por fim, o controle de custos e a governança seriam essenciais para evitar a expansão descontrolada da nuvem. Usando ferramentas FinOps como CloudHealth, AWS Cost Explorer e Azure Cost Management, eu programaria os gastos, aplicaria limites orçamentários e otimizaria a alocação de recursos de forma dinâmica.

Conclusão

A preparação para uma entrevista de engenheiro de nuvem exige um bom entendimento dos fundamentos, arquitetura, segurança e melhores práticas da nuvem. Continue explorando os serviços em nuvem, fique por dentro das tendências do setor e, o mais importante, ganhe experiência prática com AWS, Azure ou GCP. 

O programa AWS Cloud Practitioner é um ótimo lugar para começar se você quiser saber mais sobre a AWS. Se você é novo no Microsoft Azure, o programa Fundamentos do Azure (AZ-900) vai te ajudar a construir uma base sólida. E pra quem quer mergulhar no Google Nuvem (GCP), o curso Introdução ao GCP é o ponto de partida perfeito.

Boa sorte na entrevista!


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Thalia Barrera
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Thalia Barrera é editora sênior de ciência de dados da DataCamp, com mestrado em ciência da computação e mais de uma década de experiência em engenharia de software e dados. Thalia gosta de simplificar conceitos de tecnologia para engenheiros e cientistas de dados por meio de publicações em blogs, tutoriais e cursos em vídeo.

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