Curso
Bem-vindo à parte nove da nossa série mensal Dados desmistificados. Como parte do Data Literacy Month, esta série esclarece conceitos essenciais do mundo dos dados, responde às perguntas que você talvez não queira fazer e ainda se diverte no caminho. Se quiser começar do início, leia a primeira matéria da série: O que é um dataset?

Esta semana, vamos abordar visualizações de dados comuns e como interpretá-las. A visualização de dados costuma ser chamada de porta de entrada para a ciência de dados; neste post, vamos ver visualizações que capturam relacionamentos e como interpretá-las.
Visualizações que mostram relacionamentos
Registrar relacionamentos entre diferentes pontos de dados é uma aplicação crucial da visualização de dados. Nesta seção, veremos as visualizações mais populares para esse fim. Em especial, gráficos de barras, dispersão, bolhas e mais.
Gráficos de barras
Um gráfico de barras compara o valor de várias categorias. Ele é composto por retângulos cujos comprimentos são proporcionais ao valor de cada categoria. Gráficos de barras são muito usados porque são fáceis de ler. Empresas recorrem a eles para comparar, por exemplo, a participação de mercado de diferentes marcas ou a receita de diferentes regiões.
Existem vários tipos de gráficos de barras, cada um indicado para um propósito.
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Em um gráfico de barras vertical, também chamado de gráfico de colunas, o eixo horizontal representa as categorias, enquanto o eixo vertical mostra os valores. |
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No gráfico de barras horizontal, as categorias ficam no eixo vertical. Ele é melhor que o gráfico de colunas quando os nomes das categorias são longos. |
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Um gráfico de barras agrupadas pode ser vertical ou horizontal e exibe mais de uma série de dados dentro de uma categoria. É útil para mostrar a evolução ao longo do tempo ou comparar múltiplas séries dentro de uma mesma categoria. |
Uma boa prática ao criar gráficos de barras é iniciar o eixo ou a linha de base em zero. Caso contrário, você corre o risco de exagerar pequenas diferenças entre categorias. Outra dica é ordenar as barras de forma significativa. Veja alguns exemplos de gráficos de barras bem-feitos.

Um gráfico de barras vertical. Repare como a linha de base começa em zero e as categorias estão organizadas por década. (Fonte: BBC)

Um gráfico de barras horizontal comparando a fortuna de artistas femininas dos EUA. (Fonte: BBC)

Um gráfico de barras agrupadas na horizontal, comparando várias categorias em 2019 e 2020 (Fonte: BBC)
Gráfico de dispersão
Um gráfico de dispersão mostra a relação entre duas variáveis plotando vários pontos de dados. Ele é muito usado na exploração de dados para entender o conjunto e rapidamente evidenciar possíveis correlações.

Um gráfico de dispersão comparando custo por milha e milhas dirigidas por mês (Fonte: Storytelling with Data)
Alguns pontos práticos para considerar ao interpretar um gráfico de dispersão:
- Entenda os eixos: Quais são as medidas e as unidades representadas em cada eixo?
- O relacionamento entre as variáveis: Há uma relação crescente ou decrescente? Ela é melhor descrita por uma linha reta ou por uma curva exponencial?
- Identifique outliers: Existem pontos que destoam do restante do gráfico? Dá para explicar por que esse outlier se comporta assim?

A The Economist mostra que videogames fazem bem à saúde mental com um gráfico de dispersão (Fonte: The Economist)
Gráfico de dispersão conectado
Um gráfico de dispersão conectado é um gráfico de dispersão com pontos ligados. Ele é útil para visualizar a evolução de duas variáveis ao longo do tempo.

Um gráfico de dispersão conectado mostrando a relação entre número de tropas e orçamento militar ao longo do tempo (Fonte: Steve Haroz)
O gráfico acima retrata a relação entre orçamento militar e número de tropas ao longo do tempo. Ele usa setas para indicar a evolução temporal. Ler um gráfico de dispersão conectado pode ser pouco intuitivo para algumas pessoas. Por isso, anotações claras são fundamentais para um gráfico bem construído.

Usando um gráfico de dispersão conectado para mostrar a evolução da segurança dos carros (Fonte: New York Times)
Gráfico de bolhas
Um gráfico de bolhas é uma extensão do gráfico de dispersão que mostra a relação entre três variáveis usando o eixo x, o eixo y e o tamanho da bolha. Também é possível incluir uma quarta dimensão dando cores a cada ponto de dados.


Gráficos de bolhas, com e sem cores, em ação (Fonte: Storytelling with Data)
Quem usa gráficos de bolhas deve considerar que eles podem sobrecarregar o leitor. Por isso, vale complementá-los com uma narração interativa. Um ótimo exemplo é o gráfico de bolhas de Hans Rosling, que mostra a relação entre expectativa de vida, PIB per capita e tamanho da população.

O gráfico de bolhas do Gapminder é um dos usos mais emblemáticos desse tipo de visualização
Comece hoje com visualização de dados
Esperamos que você tenha curtido essa breve introdução à visualização de dados. Na próxima parte da série, veremos visualizações que mostram distribuições. Se quiser iniciar hoje mesmo sua jornada de aprendizado em visualização de dados, confira os recursos a seguir.




